Felipe Arruda

July 13, 2008

Mrs. Holga

Filed under: Holga, Fotografia, Geek — felipe @ 12:32 am

 

Finalmente comecei a produzir alguma coisa com a Holga 120N que a Cibele trouxe dos EUA para mim. As primeiras fotos que tirei foram com filme Ilford HP5+ 400, mas não gostei muito da impressão que o laboratório fez. Eles tiraram o vignetting de todas as fotos:

 

 

Outra experiência boa foi adaptar a câmera para usar um filme de 35mm, já que por padrão ela suporta apenas 120mm. Como podem ver, o processo é uma gambiarra que envolve pedaços de espuma, elásticos e fita isolante:

 

É um pouco trabalhoso ficar contando o número certo de cliques para avançar cada pose, mas acho que o resultado final compensa:

 

Publiquei mais fotos destes dois filmes no Flickr.

July 11, 2008

Telescópios Virtuais

Filed under: Ciência, Curitiba, Astronomia, Geek — felipe @ 12:02 am

Ser um astrônomo amador não é fácil. Acho que posso dizer que sou um “astrônomo amador amador amador”, mas já enfrento algumas das dificuldades de manter este hobby em uma capital.

Antes de mais nada, moro em Curitiba, uma cidade que tem fama de clima ruim e pessoas fechadas. Longe de mim querer confirmar ou desvendar qualquer mito, mas posso descrever minhas experiências como hobista principiante: se você gosta de astronomia, Curitiba é um saco. Se você mora em apartamento, seus problemas duplicaram. Se o apartamento é pequeno, triplicaram.

O clima realmente não ajuda. Já aconteceu de eu olhar para um céu limpo, cheio de constelações e, uma hora depois, o céu estar nublado e feio. As três últimas reuniões públicas do CACEP que eu faltei, não renderam observações. Já o frio, apesar de ser um fator desanimador, pode ser superado com algum casaco e boné.

O que não acontece com os vizinhos de um condomínio. Morar em apartamento sempre foi a minha vida. Acho prático e seguro. Mas se você quer observar as estrelas com um binóculo ou telescópio, pode acabar ficando com a fama de voyeur. Esta fama pode piorar se você fizer estas observações da janela do seu apartamento e com a luz do cômodo apagada.

Manter o telescópio montado dentro de um quarto minúsculo, mesmo sendo um pequeno refrator de 60mm, também é uma prova de paciência. Para abrir uma gaveta tenho que mudar ele de lugar e para usar o computador tenho que voltar ele para o lugar de onde tirei. E Assim caminha a minha vida de “astrônomo amador amador amador”.

Se no Brasil já é difícil comprar um telescópio ou um binóculo bom a um preço acessível, você vai ter que trabalhar dobrado ou triplicado se quiser se aventurar com astrofotografia, pois os equipamentos são bem mais caros.

Lendo a edição de março da Wired, esbarrei em um pequeno review de quatro telescópios virtuais, sendo três deles gratuitos. Como parecia uma boa forma de superar todas essas “dificuldades” e de quebra obter boas fotos, resolvi testar dois deles.

O primeiro foi o MicroObservatory. Com telescópios localizados em Cambridge, Massachusets, e Amado, Arizona, eles entregam a sua foto, um GIF preto e branco de 650×500 pixels, em alguns dias.

A minha primeira tentativa de fotografar as Plêiades (M45) foi um fracasso:

 

E a segunda tentativa foi ainda pior:

 

Mas finalmente acertei o tempo de exposição ao fotografar a NGC 4013:

 

Teoricamente o site não deixa você escolher um tempo de exposição incorreto, mas não foi bem o que eu percebi na prática. Outro ponto meio chato do MicroObservatory é que a lista de astros que você pode escolher para fotografar não é muito grande e se resume aos principais. Bem diferente do Bradford Robotic Telescope, que possui uma lista enorme de opções para serem escolhidas.

Além do corpo celeste que você deseja, é possível escolher qual câmera será usada (galaxy ou cluster), o tempo de exposição e quais filtros serão aplicados na sua fotografia. Para usar o serviço basta se registrar (gratuitamente) e aguardar alguns dias (ou semanas) pela sua foto.

Minha primeira requisição (de novo as benditas Plêiades) foi enviada no dia primeiro de julho e até hoje não chegou. A segunda demorou quatro dias para ficar pronta. Pedi para fotografar o planeta Júpiter, facilmente identificável nas noites deste mês:

 

Eu ainda não entendi esta foto, não sei qual é a causa da anomalia apresentada no planeta e suas luas. Usei a câmera galaxy com dois segundos de exposição e pedi para não ser aplicado nenhum filtro na imagem. Se alguém souber explicar porque a foto saiu assim, eu agradeço.

Depois de ver o resultado pedi uma segunda foto de Júpiter, mas ainda estou esperando por ela. Desta vez optei pela câmera cluster, quatro segundos de exposição e clear filter. Quando ficar pronta, posto aqui o resultado.

Os outros dois telescópios do artigo eu não pude testar. O Slooh custa cerca de 50 dólares anuais e o Seeing in the Dark parece ser exclusivo para professores e alunos.

Um telescópio virtual está longe de ter a graça de ficar no frio tentando focalizar algo no seu pequeno refrator, mas é uma alternativa divertida para dias preguiçosos e nublados.

Atualização: Só porque eu disse que o Seeing in the Dark não tinha sido possível testar, recebi agora duas fotos que pedi da M45 em 30 de junho. E o melhor, o operador teve o cuidado de escrever uma explicação sobre elas:

 


 

Thank you very much for using the Seeing in the Dark Internet Telescope (SiDInT). The data for your requested image, M45, has been collected and processed to produce the image that is attached to this e-mail! You will find two images attached. The greyscale image is the one I took using SiDInT. The color version is image I made from a smaller telescope. Your image is a much smaller field of view. This is usually the case with large telescopes. Can you figure out in my color image where your field is? As you can see, for your image I took a picture of one star (Merope) and the wisps of gas and dust that show up. These wisps are actually in the foreground of the stars.

Unfortunately, your image also shows the “beams” of scattered light from stars outside the field. Note that in the color picture most of the gas and dust appears blue. This is because the gas/dust is not glowing. Instead it is scattering light- much in the same way it happens in our atmosphere to give us a bright blue sky!

I hope you enjoy the images. If you wish, you are welcome to request another image of some far-away place through the website.

Your friendly telescope operator, Adam Block

July 4, 2008

FLIP 2008

Filed under: Leitura, Livro, Quadrinhos, Literatura, RJ, FLIP, Paraty, Geek — felipe @ 11:01 am

Quem não foi para a FLIP deste ano pode acompanhar as mesas, ao vivo, através do site http://flip.oi.com.br. A programação é encontrada no mesmo website.

Para os que gostam de histórias em quadrinhos, sugiro a mesa com Neil Gaiman amanhã às 11h45.

Atualização: No fim gostei mais da mesa  11, com o angolano Pepetela e a nigeriana Chimamanda, do que da mesa 12, com Richard Price e Neil Gaiman. Claro que por serem de estilos e naturezas diferentes não é possível fazer comparações entre eles. Mas a mesa 11, talvez por ter autores que nunca li e que mal conhecia, acabou sendo mais rica para mim.

June 19, 2008

Spore

Filed under: Evolução, Games, English, Bla, Geek — felipe @ 10:43 pm

Spore

This was my first creation in the Creature Creator and it was enough to convince me:  yes, I’m dying to play Spore! :-)

June 18, 2008

noiamyourfather.org

Filed under: Tradução, Languages, English, Humor, Geek, Idiomas — felipe @ 4:19 pm

It’s alive, it’s moving, it’s alive, it’s alive, it’s alive, it’s alive, IT’S ALIVE!

- Henry Frankenstein 

Caio and I created a new useless project on the internet, and it is already online. Feel free to contribute proofreading the existent translations or translating the famous quote into any other language (either natural or artificial) we haven’t published yet.

Best wishes and may the force be with you!

June 17, 2008

Uma escolha certa, enfim!

Filed under: DIY, Music, Punk — felipe @ 10:20 pm

Se eu tivesse algum álbum do KISS, hoje teria vendido num sebo:

Gene disse ainda que baixar músicas da web sem pagar por elas “não é civilizado”. “A indústria fonográfica está morta, enterrada a sete palmos e os fãs foram os responsáveis por isso”, declarou o músico.

Depois desta declaração, este selvagem que vos escreve fica muito feliz ouvindo Chumbawamba:

Thirty years of the same old shit
Of music, money, hit after hit
Smiles, lies, sales, walls
That’s thirty years of rock and roll

They changed it’s name once or twice
Get rebellious with a company deal
Business thrives where honesty fails
Contracts? Con tricks!

Sing revolution, wait ’til it starts
One eye on the bank account, one on the charts
Government-sponsored rebellion–buy it!
A bit more product to keep us quiet!

May 27, 2008

xlock -mode xjack

Filed under: Cinema, Livro, Leitura, Literatura, Tradução, Geek — felipe @ 10:54 pm

Lendo Arábia, o terceiro conto de Dublinenses, tropeço no Jack Nicholson datilografando:

Meu tio declarou sentir muito ter se esquecido. Disse que acreditava no velho ditado: “Só trabalho e nenhum prazer é que faz de Jack um triste rapaz”.

Não consegui me conter e fui para o IMDB e para a Wikipedia saber quem citou quem, onde, quando, como e por que.

Para resumir, Kubrick não citou Joyce. Esta foi a primeira coisa que pensei antes de reler a frase e perceber a palavra ditado rindo da minha cara.

Este é um provérbio bem conhecido e tem uma mensagem bastante clara: aquele que dedica todo o seu tempo ao trabalho, torna-se entediado e chato. Mas segundo a Wikipedia, um vizir egípcio do século 24 A.C. já tinha passado esta mensagem antes:

One that reckons accounts all the day passes not a happy moment. One that gladdens his heart all the day provides not for his house. The bowman hits the mark, as the steersman reaches land, by diversity of aim. He that obeys his heart shall command.

Achei curiosa também a preocupação do Stanley Kubrick em adaptar a frase para cada país onde O Iluminado foi lançado. Deve ter sido o primeiro caso de um diretor preocupado com l10n:

The book that Jack was writing contained the one sentence (”All work and no play makes Jack a dull boy”) repeated over and over. Stanley Kubrick had each page individually typed. For the Italian version of the film, Kubrick used the phrase “Il mattino ha l’ oro in bocca” (”He who wakes up early meets a golden day”). For the German version, it was “Was Du heute kannst besorgen, das verschiebe nicht auf Morgen” (”Never put off till tomorrow what you can do today”). For the Spanish version, it was “No por mucho madrugar amanece más temprano” (”Although one will rise early, it won’t dawn sooner.”). For the French version, it was “Un ‘Tiens’ vaut mieux que deux ‘Tu l’auras’” (”A bird in the hand is worth two in the bush”).

Já que a única coisa que li do Stephen King até hoje foram as sessenta primeiras páginas de Bag of Bones, deixo minha dúvida para os fãs que já leram O Iluminado: este provérbio também aparece no livro? Ou foi uma sacada só do Kubrick?

May 26, 2008

Phoenix

Filed under: Ciência, Astronomia, Geek — felipe @ 9:36 am

As primeiras imagens enviadas pela sonda Phoenix já estão no site da NASA. Bacana também é o vídeo da equipe comemorando na sala de controle enquanto as etapas do pouso vão sendo concluídas.

April 30, 2008

Hábitos de leitura

Filed under: Livro, Leitura, Books, Literatura — felipe @ 12:21 am

Demorou 27 anos, mas estou finalmente descobrindo Umberto Eco. E não está sendo com O Nome da Rosa, mas sim com A Misteriosa Chama da Rainha Loana, último romance do escritor italiano.

Para resumir, o livro conta a história de Giambattista Bodoni, um senhor que volta do coma com uma seqüela grave: não tem mais as lembranças pessoais. Para piorar (ou melhorar), ele é capaz de se lembrar e de citar vários livros e autores que leu ao longo da vida. A narração do livro é um pouco fragmentada, cheia de citações a outros escritores e livros, e também a alguns filmes e revistas. São tantas citações que alguma alma bondosa resolveu compilar elas em um site, para facilitar a leitura.

Desde ontem estou lendo a segunda parte do livro, quando Giambattista retorna à casa de campo onde passou a infância para tentar recuperar um pouco da memória. Nesta etapa, os livros que ele leu quando criança têm um papel fundamental. Folheando-os ele consegue descobrir, por exemplo, de onde veio o apelido dele (Yambo).

Eu não consegui passar por esta parte sem pensar nos livros que eu lia enquanto criança. Lembrei do carro-biblioteca (uma versão curitibana e motorizada da biblioburro), da Coleção Vaga-Lume e das bibliotecas que frequentei durante o ensino fundamental. Mas a melhor lembrança é a de ler Monteiro Lobato na casa da minha avó, em Pinhalão. Às vezes tenho até a impressão de sentir o cheiro do quarto que eu usava para as leituras. (Será que isso é possível? Guardar na memória informações sobre um cheiro?)

Uma outra reação que não consigo evitar  enquanto leio A Misteriosa Chama é recorrer a um lápis para fazer anotações nas páginas do livro, algo que já alfinetou o “pudor” de alguns amigos. 

Eu costumo circular typos nos livros. Acho que é uma espécie de automatismo que herdei da época em que trabalhei como editor. Já anotar comentários sobre trechos é mais raro. Normalmente só sublinho as palavras que eu não conheço, para consultar um dicionário depois. Mas é muito difícil ler A Misteriosa Chama sem escrever em suas páginas. A leitura acabou virando uma espécie de jogo e é quase um troféu fazer uma anotação quando eu sei qual o livro ou escritor que está sendo referenciado. 

Agora que já expliquei todo o causo e que já passei do ponto de enrolar o leitor, deixo duas perguntas:

  • Quais são os escritores (ou escritoras) da sua infância?
  • Você costuma escrever nos livros que lê?

April 29, 2008

Devo

Filed under: Music, English — felipe @ 10:59 pm

It’s a beatiful world… for you!

Next Page »

Powered by WordPress